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Motivos pelos quais a Vivo perde Market Share
André A. Gasparini
A Vivo atualmente perde market share num ritmo tão acelerado que em breve será ultrapassada pela Tim e Claro. Isso se deve aos seus planos ultrapassados pós pago, não há planos que integram wap (Kilobytes), sms, mms e nem um plano fixo como da Claro e Tim os de R$35,00, ainda apresenta um valor de custo beneficio maior que de seus concorrentes nos planos pós. Em relação ao seu plano pré: não apresenta nenhum benefício concreto como plano de fidelidade ou programa de pontos que tem no seu setor pós, já as tarifas dependendo da região como São Paulo é a operadora mais cara tanto em ligação quanto em sms e wap (não perde mercado num ritmo tão acelerado na região, pois em SP há uma política de preços dos aparelhos diferente ao das outras áreas em que atua, ainda há o nome forte da Telesp na região e sua cobertura excelente e isoladamente incomparável aos da concorrência).
Além disso, todas as operadoras ofereceram a tecnologia GSM, em que para se adquirir uma linha não é preciso comprar um aparelho somente um chip que custa em torno de R$15,00. A Vivo apresenta isoladamente a tecnologia CDMA que tem como ponto forte o tráfego de dados em alta velocidade nos Kilobytes (R$0,04) e a sua evolução já lançada a EVDO, que não é totalmente explorado pela operadora ou de forma errônea no qual seu valor (R$0,04) é absurdamente superior aos da concorrência (R$0,01). Os aparelhos da operadora são de custos mais altos, pouca variedade, poucos lançamentos como a (linha fashion da Nokia), (Walkman da Sony Ericsson) e (PEBL e SLVR da Motorola) e com menos opções de marcas (Benq Siemens, Sony Ericsson, Gradiente, Panasonic, Black Berry só em GSM). A Vivo ainda está bloqueando o infravermelho e o bluetooth de seus aparelhos para que possam ser trafegados pela sua rede e alegando que é para a segurança de seus usuários (única operadora que pratica tal ação), assim perdendo consumidores de grande potencial já que esses só se apresentam em aparelhos de alto custo.
Ainda há a falta ou mínima integração (fixo, internet Terra, DDD e DDI) com a Telefônica uma das suas acionistas. Algo já explorado e com sucesso pela (Telemar e OI), (Brasil Telecom e Brasil Telecom GSM), (Tim e DDD ou DDI 41) e (Claro e Embratel, que deve se intensificar). Sem contar com a falta de cobertura nacional principal perda de posição na Bahia onde foi líder e está prestes a perder a vice-liderança, pois não atua em PE, PB, RN, PI, CE. No qual a Anatel deve interferir, pois há licença ociosa só que em frequência diferente onde o CDMA não é operável. Em Minas Gerais não opera também e lá já possui quatro operadoras, logo deve adquirir a Telemig que em breve estará à venda e essa também está perdendo market share aceleradamente. Assim não oferece cobertura em 6 Estados, somente em analógico (péssima qualidade) que também não está presente em todos os seus aparelhos.
A Tim, Claro e Oi estão crescendo devido a suas políticas agressivas de mercado com aparelhos abaixo da média e até a R$1,00, planos que realmente são adequados ao mercado. Estratégias que deve ser assimiladas pela Vivo para não ser ultrapassada pelas suas concorrentes, ela tem de pensar se no futuro vale a pena ter uma tecnologia isolada ou compartilhar com outras operadoras.