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A Claro não respeita seus clientes
Mário Adriano Barros da Silva
adriano-bm-criacao@hotmail.com
No início ela se chamava BCP e seu slogan era sugestivo: "Criando ligações", o que, efetivamente, acontecia, sendo aquela empresa campeã de reclamações nos PROCONS espalhados por todo o País. A BCP criava contas que não existiam, deixava clonar telefones e aplicava despesas a quem não devia. Um horror. Aí veio a Claro e a lambança continuou.
Estou sendo vítima, há meses, da incompetência e má fé da Claro, que sem explicação cabível, cortou as minhas linhas, apesar de estarem pagas, sob a alegativa de que havia divergência de informações. Tive de passar pelo vexame de provar que eu era eu mesmo. Fiz isso e fiz mais. Procurei o PRONCON de minha cidade, Teresina, e foi marcada uma audiência. Ali foi acordado pela advogada da Claro, Dra. Alessandra Vieira que em sete dias as linhas estariam restabelecidas, o que não aconteceu.
Passados alguns dias a Claro religou de forma sagaz e silenciosa os meus telefones, mas não me informou de que o estava fazendo, cortando dias depois novamente, desta feita com o argumento de que as contas não estavam pagas.
As pessoas da Claro que me procuraram cobrando diziam que não haviam me encontrado para informar que as linhas haviam sido reconectadas. Ora, ora, mas como poderiam estar pagas se não fui avisado de que os números tinham sido reconectados? E como poderia estar devendo alguma coisa se nunca mais gerei sequer uma ligação? Pois estão tendo a desfaçatez de me cobrar o plano de que sou usuário, mesmo sem ter resolvido a contento a peleja inicial e que estou lhes relatando agora. E para piorar, colocaram uma empresa de cobrança, a Rede Decta para ficar em meu encalço dia e noite. E como não me encontravam antes para informar a religação e encontram agora para cobrar? Uma atitude de tremendo cinismo e que imperativamente demonstra que a Claro não se importa com sua pós-venda, com seus clientes efetivos e daí ser uma das líderes em reclamações na ANATEL em todo o Brasil.
Os representantes da Claro fizeram uma proposta de acordo, no mínimo engraçada: eles religariam as minhas linhas e perdoariam os meses que estavam sendo cobrados referentes ao plano a que sou ligado. Óbvio, não aceitei. A Claro me deve muito mais. Deve-me a situação humilhante a que me submeteu, tendo de ir a sua loja provar quem eu era. Deve-me a demanda de tempo e o lucro cessante em que estou sem telefone, deixando de realizar negócios e não sendo encontrado por clientes, amigos e familiares. Deve-me uma retratação por escrito que restabeleça a verdade dos fatos. Deve-me no mínimo, em dobro o que está me cobrando porque esta cobrança é indevida, exatamente como reza o Código do Consumidor. Deve-me muito mais do que propõe e sabe disso. Foram procurados por mim através de dezenas de e-mails, dezenas de telefonemas que foram respondidos um ou outro de forma evasiva e sem me dar a solução devida.
A estratégia da Claro é muito cristalina. Pretende postergar, as custas de seu tamanho, volume de ações e o conhecido assoberbamento da justiça, para eu procure apelar à justiça comum e o caso se desdobre em anos e anos de discussões infrutíferas. Não vou fazê-lo. Estou aqui de pronto esperando que a Claro me procure para celebrarmos um acordo justo e decente que venha repor o que me foi usurpado. Que venha corrigir os erros cometidos contra mim e que precisam de reparação. Talvez assim se dissipe essa imagem lamentável que hoje essa empresa tem para comigo, e com outros milhares de usuários em todo o Brasil. Estou esperando, espírito desarmado, mas desejando ser recompensado, integralmente, pelo que perdi e continuo perdendo.
Atualizado: 03/01/07
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