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Avanço da tecnologia Bluetooth e seus riscos

 

A Tecnologia Bluetooth foi originalmente desenvolvida pela Ericsson em 1994, com a intenção de conectar dispositivos próximos entre si sem a necessidade de cabos. A partir desse objetivo foi formado um consórcio SIG (Bluetooth Special Interest Group) composto pelas maiores empresas de tecnologia do mundo, este consórcio conta hoje com mais de 2000 empresas filiadas.

 

O Bluetooth opera na frequência de 2.4 GHz que também é utilizada pela tecnologia WI-FI e não precisa de autorização ou licença específica para operar. Suas principais características são o baixo consumo de energia, curto alcance e viabilidade financeira para inclusão do chip em dispositivos, além da capacidade de transmitir voz e dados. A vantagem desta tecnologia com relação ao infravermelho é a capacidade de operar em vários dispositivos além de poder se conectar sem estar diretamente direcionado à porta (entrada/saída).

 

 

De acordo com nosso levantamento com base nas homologações requeridas na Anatel em 2006, atualmente mais de 40% dos terminais disponíveis para compra no mercado nacional contam com a tecnologia Bluetooth. Em aparelhos móveis ela pode cobrir uma distância de aproximadamente 10 metros e tem limitação de aparelhos que podem ser sincronizados. Esta ferramenta está se tornando fundamental nos aparelhos devido a necessidade de troca rápida de arquivos e informações. No entanto ela representa um risco quando usada de forma displicente.

 

 

Atualmente existem mais de 330 tipos de vírus para dispositivos móveis e em sua grande maioria são propagados pela tecnologia Bluetooth com técnicas como o Bluejacking, que consegue descobrir outros dispositivos com Bluetooth próximos para enviar mensagens não solicitadas ou o Bluesnarfing que acessa informações guardadas em celulares próximos, como agendas, senhas, mensagens entre outras.

 

É inegável que esta tecnologia trouxe otimização e praticidade na troca de arquivos e informações entre os dispositivos e este é um caminho inevitável na cadeia tecnológica, mas há a necessidade de se estabelecer ambientes e processos cada vez mais seguros para se trafegar estas informações. A principal vulnerabilidade desta tecnologia é a dependência de PINs (Senhas numéricas) PINs são relativamente fáceis de se descobrir durante o processo de sincronização, para diminuir os riscos de usar tal tecnologia, principalmente em aparelhos móveis seguem alguns cuidados:

  • Evitar sincronizar aparelhos em locais públicos de grande movimento.
  • Ativar o Bluetooth apenas na hora de transmitir informações.
  • Mudar o PIN para conexão Bluetooth e usar senhas longas e difíceis.

Alguns aparelhos saem de fábrica com o Bluetooth habilitado, sendo necessário desabilitá-lo e ligar apenas quando for ser utilizado, alguns aparelhos possuem a função Stealth, para manter o Bluetooth ligado, porém invisível para outros dispositivos, mas esta barreira também pode ser vencida por especialistas em invasão de forma que a melhor forma de se manter protegido é usar a tecnologia com cuidado e de preferência em ambientes seguros e confiáveis.

 

Atualizado em: 18/04/07

 

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