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Mobile Banking
Mercado e Perspectivas
Em 2005, os serviços de Internet Banking no Brasil superavam a marca dos 18 milhões de usuários (estadão), o que de certa forma aponta para uma tendência de desvinculação entre usuário e agência física, dando aos clientes maior autonomia e conforto.
Segundo dados do Banco do Brasil (que já firmou parceria com todas as operadoras móveis), em 2005 foram registrados mais de 600 mil acessos por mês ao banco por meio de um dispositivo móvel, ou seja, 600 mil usuários de Mobile Banking.
O objetivo do Banco do Brasil é que o Mobile Banking supere em pouco tempo o Internet Banking que em 2005 representaram 34,5% do total de transações do banco, o que significa que 7,9 milhões de clientes utilizaram a internet para suas transações.
Segurança
Com relação à segurança especialista das operadoras e dos bancos acreditam que este serviço seja, inclusive, mais seguro que o próprio acesso via internet convencional, pois ainda não existem softwares espiões específicos para aparelhos móveis. Além disso, todo o fluxo de informação trafegado passa por um filtro na rede da própria operadora.
Outras medidas como chave criptográfica no próprio chip (SIM card) registro de apenas um número de celular habilitado em um aparelho específico com autorização para acessar determinada conta reforçam a segurança do serviço. Nenhuma informação referente ao banco acessada do celular fica guardada na memória do aparelho e toda transação é notificada por uma mensagem de texto enviada ao celular do titular.
Comentário
Representantes dos bancos ainda oferecem grande resistência a adesão deste serviço, os argumentos são muitos, desde problemas com a interface de uso, passando pelo retorno do serviço, até o receio com relação à segurança.
O fato é que a demanda está cada vez maior, a medida que os terminais se tornam mais completos e com interfaces mais claras e intuitivas, estes serviços vão ficando mais simples para o usuário final. O grande trauma causado pelos sites WAP, onde o cliente gastava um tempo altíssimo para acessar seu banco, completar as transações e o alto custo destes acessos, criaram certo receio naqueles que esperavam um serviço ágil e prático.
A grande barreira é levar ao usuário um serviço rápido e simples, que ao mesmo tempo dê segurança para o usuário, e é exatamente esta a proposta do Mobile Banking, considerado um serviço nice to have e que se tornará mais efetivo com tecnologias melhores e mais rápidas de transmissão de dados.
Outro ponto fundamental, é o fato dos terminais estarem cada vez mais baratos, possibilitando o acesso a este recurso também para as classes D e E, que não possuem computadores com internet em casa para acessar o banco, mas conseguem comprar um celular a preços bem acessíveis.
Atualizado em: 29/03/06
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